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Sobre:
Bacharel em Ciência da Computação pela EEP, atua como Arquiteto de Software na Ci&T Software SA.
Nos últimos 7 anos participou em diversos projetos de TI, com maior destaque em tecnologia Java a partir de 1999.
Iniciou a aplicação de AOP em sistemas comerciais em 2001.
Um dos revisores do livro "The Practical Guide to Enterprise Architecture", editora Prentice Hall, tem seus artigos publicados no site EnterpriseGuys.
Está envolvido em áreas como AOP (Programação Orientada a Aspectos), Design Patterns, Metodologias Ágeis (XP: eXtreme Programming), Arquitetura J2EE, GA/GP (Algoritmos Genéticos / Programação Genética) e SOA (Arquitetura Orientada a Serviços).

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AOP

Corrida sem fim

A cena é de tensão. É possível sentir o giro dos motores.
A respiração dos pilotos está reduzida ao essencial.
Aguardando o reflexo instantâneo de acelerar. De correr.

Dada a largada, ajustes milimétricos de cada carro são suficientes para alterar todo o resultado. Pequenos ajustes que favorecem ou comprometem a performance.

E vários sistemas estão assim: a 300 Km/h, mas não em primeiro. O que está errado? Onde está o problema?

Cada escuderia tem o seu modo de atacar o problema. Algumas simplesmente recolhem o carro...e o piloto que espere a versão 2.0 da arquibancada.

Mas muitas escuderias não querem abandonar a corrida.

As imediatistas mandam o mecânico subir no carro, dividir o espaço com o piloto e encontrar o problema. Ah! Foi achada uma folha de árvore na parte interna da carroceria. Assim que o mecânico desce, o piloto agradece. Melhorou! E muito...

Para algumas empresas, a solução é a tecnologia: o cronômetro. Tal como código enxertado que fica no caminho do sistema, é entregue ao piloto durante uma parada programada nos boxes. A cada volta, o piloto precisa ligar o cronômetro, correr, desligar e berrar o resultado. Quanto deu? Ninguém escutou. O arquivo de log está com muito ruído...fica para a próxima volta.

Este é um cenário que permite a aplicação da AOP. Apesar de considerarmos as soluções anteriores um tanto quanto irreais, é a representação exata de muitos sistemas. Pilotos cronometrando o próprio tempo. Distribuindo o resultado. Calculando a média das últimas voltas e previsão até o final da corrida.

Por que, quando falamos de sistemas, se torna difícil visualizar essa separação? Uma atividade externa ao carro monitorando sua performance. Sem qualquer interferência no trabalho do sistema.

Este aspecto, capturando momentos previsíveis da passagem do sistema, na pista, pode fornecer diversas informações e ainda ser modificado sem qualquer alteração do sistema monitorado.

Os carros continuam sua corrida. Uma corrida sem fim. Até serem substituídos por novos modelos, mais possantes e avançados, mas que também precisam de uma equipe de apoio, de controle e de medição. Externa.

Mas quando esse apoio, controle e medição são tratados como algo interno, do carro, incomoda o piloto. Caleja. E tira o brilho da corrida.

 

Respostas: 2 comentários

em 08/05/2007, jorgeaudi comentou:

a nobreza está em sua veias, que o senhor nosso Deus te abençoe em teu caminhar e tambem a toda sua família.
au abraço em seu coração!

 

em 10/02/2006, Ricardo Camargo comentou:

Excelente texto, gostei muito da forma que você posicionou as metáforas.

Parabéns.