Manta na Mídia

Posted: 2-agosto-2006 | Autor: persona | Filed under: Mergulho | Tags: | No Comments »

É. A manta é destaque.

Depois de fazer sucesso debaixo d’água, a manta ganha as páginas da Edição de Agosto (121) da Revista Mergulho na reportagem de Alcides Falanghe.

E ainda tem mais! Acaba de estrelar em vídeo. No papel principal.

O que é que nos fascina tanto neste ser vivo? Do álbum de fotos de mergulhos que publiquei, mais da metade das visitas são para a manta!

Um dos maiores fascínios de se admirar a manta é a impressão de leveza. Mesmo com todo seu tamanho, consegue ser graciosa.

E isso transmite uma emoção única. Que gostaria de compartilhar, ainda que incomparável com a experiência real. Senhoras e Senhores, com vocês: a Manta!



Manta na Mídia:


Primeiro Encontro

Posted: 9-julho-2006 | Autor: persona | Filed under: Mergulho | 13 Comments »

É dia. No despertar do sono, a apreensão. E a expectativa.
O final de semana do litoral começa vagarosamente a sua jornada com esta manhã. A transição da noite, ainda tímida, traz um sol preguiçoso. Indiferente para com a névoa.
Mas as circunstâncias não inibem. Mergulhar é preciso.

A navegação toma lugar em mar sereno. Uma falsa impressão de viagens sempre tranqüilas aos marinheiros de primeira viagem neste percurso.
Enfim prontos. O cenário, Laje de Santos. Antes, porém, o Briefing. Ah! o briefing. Importantíssimo e necessário. Amplia o conhecimento. Aumenta a segurança. Aquece o desejo.

Água. Um primeiro mergulho. Adequação e descobertas. Olhos famintos por novidades buscando em todos os pontos do oceano. Rápido e objetivo.

Começa o segundo mergulho. Visibilidade limitada. Reencontrando Velhos conhecidos. Frades e tartarugas. Sombras que alimentam a esperança, minguada após 50 minutos. Os minutos finais, já abaixo da embarcação. Dez metros. Sinalizações com o dupla. Mais alguns minutos e encerraríamos o mergulho.

Mas algo me leva a descer. Poucos metros. Uma última foto. Um teste. De um ser muitas vezes ignorado. Confundidos na paisagem e desprezados. Um pepino-do-mar. Alvo perfeito para um teste de foto macro. Controle totalmente manual. Modelo paciente. Praticamente imóvel.

Meu dupla antecipa sua subida. Uma indisposição. Já estávamos mesmo no fim. O teste falha. Mas não queria tentar novamente. Já era hora. Estava enganado quanto ao destino.

A hora de partir, se transformou na chegada. Dela. Vagarosa e soberana, deslizando em minha direção. A suavidade amplificava o silêncio. E assim nos vimos. De frente.

Fiz uma busca. 360º. Nada. Eu, ela e a imensidão do azul. O silêncio, foi interrompido por mim. Podia-se escutar o coração. O meu. Contava os batimentos na pressão do ouvido.
E ela percebeu.

E para me acalmar, ficou ali. Ao lado. Eu, paralisado. Não nadava. Não era preciso. Ela planava, no mesmo lugar. Pedindo calma.

O tempo parou e os minutos pareceram uma eternidade. Apesar de curta ao terminar. Mas era mágico. Real, era o ar. Que consumido, me obrigava a retornar. Mas nenhum de nós queria ir primeiro. Estava tudo tão bem.

Fui forçado. De nada valeria se fosse também meu último encontro. Ela sabia disso. E me aguardou subir devagar. Parada, abaixo de mim. Se despedia. Por enquanto.
Neste dia 08-07-06, por 05 minutos. Que apesar da coincidência numérica, racional. O momento era mesmo de emoção.