E ainda tem mais! Acaba de estrelar em vídeo. No papel principal.
O que é que nos fascina tanto neste ser vivo? Do álbum de fotos de mergulhos que publiquei, mais da metade das visitas são para a manta!
Um dos maiores fascínios de se admirar a manta é a impressão de leveza. Mesmo com todo seu tamanho, consegue ser graciosa.
E isso transmite uma emoção única. Que gostaria de compartilhar, ainda que incomparável com a experiência real. Senhoras e Senhores, com vocês: a Manta!
É dia. No despertar do sono, a apreensão. E a expectativa.
O final de semana do litoral começa vagarosamente a sua jornada com esta manhã. A transição da noite, ainda tímida, traz um sol preguiçoso. Indiferente para com a névoa.
Mas as circunstâncias não inibem. Mergulhar é preciso.
A navegação toma lugar em mar sereno. Uma falsa impressão de viagens sempre tranqüilas aos marinheiros de primeira viagem neste percurso.
Enfim prontos. O cenário, Laje de Santos. Antes, porém, o Briefing. Ah! o briefing. Importantíssimo e necessário. Amplia o conhecimento. Aumenta a segurança. Aquece o desejo.
Água. Um primeiro mergulho. Adequação e descobertas. Olhos famintos por novidades buscando em todos os pontos do oceano. Rápido e objetivo.
Começa o segundo mergulho. Visibilidade limitada. Reencontrando Velhos conhecidos. Frades e tartarugas. Sombras que alimentam a esperança, minguada após 50 minutos. Os minutos finais, já abaixo da embarcação. Dez metros. Sinalizações com o dupla. Mais alguns minutos e encerraríamos o mergulho.
Mas algo me leva a descer. Poucos metros. Uma última foto. Um teste. De um ser muitas vezes ignorado. Confundidos na paisagem e desprezados. Um pepino-do-mar. Alvo perfeito para um teste de foto macro. Controle totalmente manual. Modelo paciente. Praticamente imóvel.
Meu dupla antecipa sua subida. Uma indisposição. Já estávamos mesmo no fim. O teste falha. Mas não queria tentar novamente. Já era hora. Estava enganado quanto ao destino.
A hora de partir, se transformou na chegada. Dela. Vagarosa e soberana, deslizando em minha direção. A suavidade amplificava o silêncio. E assim nos vimos. De frente.
Fiz uma busca. 360º. Nada. Eu, ela e a imensidão do azul. O silêncio, foi interrompido por mim. Podia-se escutar o coração. O meu. Contava os batimentos na pressão do ouvido.
E ela percebeu.
E para me acalmar, ficou ali. Ao lado. Eu, paralisado. Não nadava. Não era preciso. Ela planava, no mesmo lugar. Pedindo calma.
O tempo parou e os minutos pareceram uma eternidade. Apesar de curta ao terminar. Mas era mágico. Real, era o ar. Que consumido, me obrigava a retornar. Mas nenhum de nós queria ir primeiro. Estava tudo tão bem.
Fui forçado. De nada valeria se fosse também meu último encontro. Ela sabia disso. E me aguardou subir devagar. Parada, abaixo de mim. Se despedia. Por enquanto.
Neste dia 08-07-06, por 05 minutos. Que apesar da coincidência numérica, racional. O momento era mesmo de emoção.
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Gerente de Projetos e Scrum Master pela Ci&T Inc. USA é Bacharel em Ciência da Computação pela EEP.
Nos últimos 12 anos participou em diversos projetos de TI.
Envolvido com Metodologias Ágeis desde 2001, atua primariamente com Scrum junto a clientes internacionais.
Possui extenso background técnico em áreas como AOP (Programação Orientada a Aspectos), Design Patterns, Metodologias Ágeis (XP: eXtremme Programming, Scrum), Arquitetura J2EE, MS Sharepoint (MOSS), GA/GP (Algoritmos Genéticos / Programação Genética) e SOA (Arquitetura Orientada a Serviços).
Um dos revisores dos livros "The Practical Guide to Enterprise Architecture", editora Prentice Hall.